Entre sem bater. A porta estará sempre aberta para você;
Me diga o que sente, falo em cores enquanto vejo tuas cinzas;
Perceba meu olhar, eu estive em silêncio por todo esse tempo;
Você não será rei da minha vida enquanto se mantiver escondido.
Sozinha eu deito e observo os sonhos se construírem;
Só há um com quem minha jornada teria fim;
Estarei de volta logo que me perder e te ensinar a me procurar;
Me encontre e terá suas respostas, teus direitos sobre o que é
Seu. Sua.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
whatever you go, away
amor se constrói e desconstrói;
nada nem nunca é eterno;
nem sempre e tudo.
a sede do durar seca as raízes;
a leveza do não querer também.
amor se constrói e desconstrói.
nada nem nunca é eterno;
nem sempre e tudo.
a sede do durar seca as raízes;
a leveza do não querer também.
amor se constrói e desconstrói.
domingo, 25 de abril de 2010
nem hoje, nem ontem
passado maio(r)
For the crown you've placed upon my head feels too heavy now
And I don't know what to say to you but I'll smile anyhow
And all the time I'm thinking, thinking
hunter
Ainda lá
E eu pensava, penso e continuo a pensar no que seria caso nada existisse. Caso eu tivesse deixado tudo passar, você passar. Quis me prender a um passado que me machuca, mea culpa. Continuo trilhando caminhos errados, pisando em falso e me machucando a cada queda, por menor que seja. E você continua não entendendo que nada é tão simples e que suas palavras, as mesmas que me fazem sorrir por horas, me apunhalam o coração no próximo segundo, quando descubro que eram só frases e letras e nenhum sentimento. Pois é isso que percebo, o vazio de vontades, a falta de ação e comprometimento. Como alguém que brinca com palavras, você me fez novamente relembrar o passado que nunca será o mesmo. Erro meu ter pensado que poderia ser diferente.
Os sentimentos ainda me confundem, sou sensível a expressões, toques, cheiros. Sempre fui e você nunca percebeu. Sinto falta, antes de tudo, da sua presença, de você ao meu lado, teu espaço te pede. Mas sinto que aquele alguém que eu esperava me salvar fere e continua ferindo. Eu alimento as lembranças em vez de simplesmente aceitar o fato de que o vazio só representa o vazio. E que enquanto você desperdiça palavras comigo, outra espera pelos toques. O abraço que me envolve é o mesmo que a envolverá. E que longe de mim, você está perto dela. E perto de mim, você ainda está lá.
terça-feira, 30 de março de 2010
[insert] pandora
e que não me venham falar da dor e de sua beleza. pois só assim a vê, quem não sente. enquanto glorificada desgraça a vida alheia, que teme em sentir a paixão resumida na palavra. pois não há significado para três letras que te tiram a paz. mais triste é aceitar que o resultado da fórmula para evitá-la, a única forma de não sucumbir a dor, seria a esperança esquecida entre os sofrimentos. no entanto, minha fé se faz fraca e talvez o que me mantenha sã seja somente a revolta contra o amor.
28.04.08
quinta-feira, 11 de março de 2010
[insert] pretérito perfeito
O fardo de abrir os olhos me tortura. Nos minutos em que encaro a realidade me perco pelas vielas do real. Não sei andar pelo asfalto, desconheço o som da cidade, não respiro o mesmo ar dos que cruzam meus passos. Minha estrada é outra. Em algum ponto de minha vida fiz a escolha errada, segui pelo caminho contrário à sociedade. O escuro não me pareceu mais atraente, o desolado, o inconseqüente. Optei pelo meu vazio, meu claro vazio, este em que eu posso escrever e dar o rumo que seguirei. Pois só desse modo controlo minhas pegadas e prevejo os acontecimentos. Todos eles criados momentaneamente. Eu decido o trilhar. Nas minhas histórias posso não saber o passo a dar, mas em minha realidade, tudo o que encontrar, levará ao o meu fim. Adianto-o: aqui o tens.
04.05.08
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
retorno
E de repente acordo e a vontade de colocar tudo em palavras se torna tão forte que me vejo prestes a explodir por tentar mantê-las dentro daquele pequeno espaço. Se não fossem memórias, talvez o local não fosse minha mente. Se não fossem lembranças, talvez não fosse tão difícil recordá-las. Se não fosse realidade, talvez não doesse tanto.
Mais uma vez guardei as para mim, com medo do caminho que tomariam ao deixá-las escaparem e me guiarem. O passado foi tortuoso e ainda sinto as cicatrizes em certas palavras. No meio de um filme, uma música, um livro. Certas frases acompanham a repentina coragem. Não se esquece como escrever, apenas impedimos que realidade e ficção se misturem . Por isso o tempo e não a falta de capacidade.
Esperei por um momento que pudesse despejar tudo o que se enrola e se confunde aqui dentro, adiando o momento sempre que ele pareceu oportuno. Culpei os detalhes. Enfim, me entrego a persistência da vontade e enquanto escrevo o peso se desfaz. Desaparece junto às lágrimas que guardadas me faziam forte. A fraqueza é tão mais honesta.
Os intervalos serviram para amadurecer idéias, ou melhor, calar aquelas que não deviam ser ouvidas. No calor da batalha é mais fácil ferir. Chega de cicatrizes pra mim. Me calo diante dos fatos e escrevo frente a recusa. Um dia sim, muitos outros não, assim funcionou. Continuo culpando a racionalidade e acreditando que dessa forma é mais simples. Ou deveria.
Mais uma vez guardei as para mim, com medo do caminho que tomariam ao deixá-las escaparem e me guiarem. O passado foi tortuoso e ainda sinto as cicatrizes em certas palavras. No meio de um filme, uma música, um livro. Certas frases acompanham a repentina coragem. Não se esquece como escrever, apenas impedimos que realidade e ficção se misturem . Por isso o tempo e não a falta de capacidade.
Esperei por um momento que pudesse despejar tudo o que se enrola e se confunde aqui dentro, adiando o momento sempre que ele pareceu oportuno. Culpei os detalhes. Enfim, me entrego a persistência da vontade e enquanto escrevo o peso se desfaz. Desaparece junto às lágrimas que guardadas me faziam forte. A fraqueza é tão mais honesta.
Os intervalos serviram para amadurecer idéias, ou melhor, calar aquelas que não deviam ser ouvidas. No calor da batalha é mais fácil ferir. Chega de cicatrizes pra mim. Me calo diante dos fatos e escrevo frente a recusa. Um dia sim, muitos outros não, assim funcionou. Continuo culpando a racionalidade e acreditando que dessa forma é mais simples. Ou deveria.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
(republicado) das coisas esquecidas
Eu preciso te contar o quanto me entristece ser sempre a culpada pelas burradas. Ter que pedir desculpas a cada erro. Levar a culpa pelo nosso bem, por nós, e nunca ouvir nada além do silêncio. Me entristece o modo como você deixa tudo chegar ao limite, antes de discutir, e não sabe conversar sobre os problemas antes que eles se tornem inevitáveis.
Ao final de toda discussão, eu me preparo para escutar o fim, porque você eleva tudo ao máximo, como se não houvesse outra saída, como se não adiantasse conversar no ponto em que as coisas chegaram. Você deixou chegar. Eu sou sempre pega desprevenida. Porque, como eu canso de dizer, minha cabeça funciona de outra forma. E você - tento eu não acreditar - jamais entenderá isso.
Me entristece, me chateia. Só porque eu gosto demais.
Ao final de toda discussão, eu me preparo para escutar o fim, porque você eleva tudo ao máximo, como se não houvesse outra saída, como se não adiantasse conversar no ponto em que as coisas chegaram. Você deixou chegar. Eu sou sempre pega desprevenida. Porque, como eu canso de dizer, minha cabeça funciona de outra forma. E você - tento eu não acreditar - jamais entenderá isso.
Me entristece, me chateia. Só porque eu gosto demais.
15 de janeiro de 2009
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