24/03/2008
quarta-feira, 27 de maio de 2009
[susi: insert] errata
e que não me venham falar da dor e de sua beleza, pois só assim a vê quem não sente. enquanto glorificada, desgraça a vida alheia, que teme em sentir a paixão resumida na palavra. não há significado para três letras que te tiram a paz. mais triste é aceitar que o resultado da fórmula para evitá-la, a única maneira de não sucumbir a dor, seria a esperança esquecida entre o sofrimento. no entanto, minha fé se faz fraca e talvez o que me mantenha sã seja somente a revolta contra o amor.
silêncio
Não se chateie com a minha falta de tato,
Os sentimentos ainda insistem em se manter delimitados pelas linhas do meu corpo.Não encontre indiferença onde há insegurança,
Me fere saber que a ausência de palavras representem sentimentos vazios para você.
03/02/2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
[susi] that's what this is about
Para de agir como se soubesse de tudo, como se a simplicidade da situação fosse uma escolha, como se a possibilidade do fim imperfeito tivesse sido cogitada. Porque às vezes eu tenho motivos estúpidos e você não pode me fazer crer que eles estão corretos. Eu perco a cabeça, perco o rumo, me perco. Ignoro o ponto de partida e digo o além.
Talvez nós estejamos sendo idiotas. Essa charada eterna precisa acabar. Os pontos e vírgulas precisam achar seu espaço nas frases soltas que colocamos entre nós. O silêncio encontrou seu caminho até aqui, mas ainda podemos ouvir as memórias. Esqueça que eu fiz parte de sua trajetória e construa sua vida longe de mim. Pois saiba que a cada beijo, você deixa seu nome em meus lábios. E que seu gosto e suas letras só terão fim quando jurarmos que assim será.
Eu estava em meu caminho até você aparecer e atormentar minha vida com a felicidade dos tais momentos inesquecíveis. Te disse que nunca esqueceria, só não pensei que a lembrança seria tão amarga. Então, garoto, não atrapalhe ainda mais as coisas. Acabe com tudo e tome seu rumo. Não me leve junto para o poço onde você se joga. Eu não saberei o modo certo de te dizer obrigado, de te dizer adeus, mas carregue o som do meu silêncio como chave de sua liberdade. Me retiro do seu caminho, me retire de seu caminho. Me esquece, por favor.
E se falei uma ou duas coisas desnecessárias, foi só porque não tinha o que dizer. Confesso os contornos, os gritos e discussões desconexas que você por tantas vezes me culpou. Confesso ter traído a conversa para fazer com que você perdesse o foco. Nunca tive coragem para despedidas. Nunca tive coragem de te perder.
Você sabe que vou tentar fazer tudo certo dessa vez. Eu aceitarei as conseqüências da escolha. Da sua, da minha, da nossa discordante escolha. Simplesmente porque eu te amo, e não posso mais suportar isso.
Talvez nós estejamos sendo idiotas. Essa charada eterna precisa acabar. Os pontos e vírgulas precisam achar seu espaço nas frases soltas que colocamos entre nós. O silêncio encontrou seu caminho até aqui, mas ainda podemos ouvir as memórias. Esqueça que eu fiz parte de sua trajetória e construa sua vida longe de mim. Pois saiba que a cada beijo, você deixa seu nome em meus lábios. E que seu gosto e suas letras só terão fim quando jurarmos que assim será.
Eu estava em meu caminho até você aparecer e atormentar minha vida com a felicidade dos tais momentos inesquecíveis. Te disse que nunca esqueceria, só não pensei que a lembrança seria tão amarga. Então, garoto, não atrapalhe ainda mais as coisas. Acabe com tudo e tome seu rumo. Não me leve junto para o poço onde você se joga. Eu não saberei o modo certo de te dizer obrigado, de te dizer adeus, mas carregue o som do meu silêncio como chave de sua liberdade. Me retiro do seu caminho, me retire de seu caminho. Me esquece, por favor.
E se falei uma ou duas coisas desnecessárias, foi só porque não tinha o que dizer. Confesso os contornos, os gritos e discussões desconexas que você por tantas vezes me culpou. Confesso ter traído a conversa para fazer com que você perdesse o foco. Nunca tive coragem para despedidas. Nunca tive coragem de te perder.
Você sabe que vou tentar fazer tudo certo dessa vez. Eu aceitarei as conseqüências da escolha. Da sua, da minha, da nossa discordante escolha. Simplesmente porque eu te amo, e não posso mais suportar isso.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Pour ne plus rien savoir
Eu não sei o que você quer, eu não entendo o que você espera de mim. Não agüento mais ser vilã dessa história. E a cada discussão me perder e acabar pedindo desculpas por algo que nem sabia estar fazendo errado. Não julgue meus sentimentos. Não encontre indiferença onde há insegurança. Eu não faço monólogos. Só espero respostas e confidências em troca de minhas palavras.
Enquanto as lágrimas escorrem, palavras transbordam e perco o controle da sensatez. Estavam presas a tanto tempo, pobrezinhas, me corroendo por dentro proibidas de se manifestar. O que antes era claro e certo, se tornava digno de piedade. E com os sentimentos abalados, infiltrados pela sujeira das palavras, resolveu-se falar. Simplesmente falar.
Enquanto as lágrimas escorrem, palavras transbordam e perco o controle da sensatez. Estavam presas a tanto tempo, pobrezinhas, me corroendo por dentro proibidas de se manifestar. O que antes era claro e certo, se tornava digno de piedade. E com os sentimentos abalados, infiltrados pela sujeira das palavras, resolveu-se falar. Simplesmente falar.
era o fim do sentir.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Grey Gardens
Abriu os olhos e lembrou do terrível pesadelo que tivera durante a noite. O corpo doía, os pensamentos a perturbavam e a sensação de desespero já havia a dominado. Nas últimas manhãs, o desespero sempre a tomava, com ou sem pesadelos. Freqüentemente enrolava na cama quando o despertador tocava, esperando a tranqüilidade acordá-la, mas dessa vez pulou ao primeiro toque e, ao pisar no chão frio com os pés descalços, percebeu sua visão fora de foco e a escuridão tomando o lugar da cena.
Piscou, parou.
Tudo voltou ao normal.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
criação é destruição
Ela pensava no sentido da vida, em como todas as emoções e reações eram abstratas, em como o tempo tratava de esclarecer os pensamento e desanuviar a mente. Seguir em linha reta sempre pareceu um erro e sem notar ela trilhava esse rumo. O empurrão a levou ao chão, o passageiro passou sem pedir desculpas e dar explicações e ela precisou procurar algo para se apoiar. Com as mãos no vidro, via a vida fluir pela janela. Às vezes a perspectiva era melancólica, os tons cinzas tomavam as imagens e ela enxergava a tristeza inerente em cada uma das fotos em sua mente, talvez um reflexo dos seus sentimentos. Por outras vezes, as cores invadiam as cenas, cada sorriso a alegrava: alguns ainda persistiam na felicidade.
Preferiu não se sentar, continuou caminhando pelo vão entre os bancos: o vazio entre vidas. Era como se sentia, perdida entre assentos ocupados, espaços estranhos e figuras desconhecidas. Prendia-se à memória, às lembranças de dias partidos e horas perdidas. O presente era nutrido pelo passado, transformado em mera invenção da realidade. O que se foi ontem, será sentido e ressentido de modo diferente hoje. Lembrança nenhuma é exata.
Preferiu não se sentar, continuou caminhando pelo vão entre os bancos: o vazio entre vidas. Era como se sentia, perdida entre assentos ocupados, espaços estranhos e figuras desconhecidas. Prendia-se à memória, às lembranças de dias partidos e horas perdidas. O presente era nutrido pelo passado, transformado em mera invenção da realidade. O que se foi ontem, será sentido e ressentido de modo diferente hoje. Lembrança nenhuma é exata.
Se tudo no mundo se degenera, serei degenerada.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Filha de peixe
Stella se levantou pela manhã e logo viu os cabelos loiros e o rosto pintado que a encarava do outro lado do quarto. O quadro original de Andy Warhol fora um presente de seu pai e tinha servido de inspiração para sua última coleção, que refletia a seriedade e a melancolia pouco aparente de Marylin Monroe através de tonalidades neutras, o cinza e o preto. Era dia 9 de março, e enquanto Stella via o trem passar pela janela, ensaiou alguns passos do iê-iê-iê e se preparou para uma Hard Day's Night: o lançamento de inverno.
Concurso Cultural Marie Rucki
Miniconto relacionando um estilista, um artista contemporâneo e um filme em até 80 palavras ou 500 caracteres.
Miniconto relacionando um estilista, um artista contemporâneo e um filme em até 80 palavras ou 500 caracteres.
Selecionada! Dia 14: O cinema como parte integrante do sistema da moda. ^^
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