quem sabe minhas sapatilhas se tornaram mágicas ao longo do dia
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Anatomia
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Da minha vida
Em alguns segundo meu olhar paralisou e fixou-se em um ponto cego. Tudo era escuro. Meus olhos estavam fechados. Chamei pelo seu nome e o ouvi ecoar em meus ouvidos. Não havia ninguém ali. Aos poucos senti alguém se aproximar. Assim como o cheiro de chuva que chega para anunciá-la, senti seus movimentos antes que você de fato aparecesse. Tudo se clareava aos poucos, o entardecer dava um tom alaranjado a sua pele. Percebi as cicatrizes no seu peito. Eu imaginei que estaria desse jeito. Os sinais de cansaço, as marcas pelo corpo. O que tinham feito com você? O que eu fui fazer?
Eu era a culpada. Perdi a razão e te deixei vulnerável, te arrisquei. Você nunca foi forte para ser pedra, nem leve para fazer-te aconchegante. Era vidro. Parecia bonito por fora, brilhava e refletia. Mas era tão delicado. Tão delicado. Eu sorria apesar da mágoa, só pensava em te fazer feliz e ter o sorriso retribuído. E então chorava pelo mais fraco dos motivos, já cansada de tanto fingir.
Caminhei ao meu encontro e pensei nas possibilidades. Curaria as cicatrizes, trancaria o peito, apagaria as marcas. Pontuaria o sofrimento para que pudesse retornar a mim. Desapareceria com os vestígios e, mesmo assim, sabia que ainda seria impossível tocar a alma, que já havia deixado os restos.
Não havia solução. Enquanto eu aceitava os fatos e as últimas lágrimas corriam pelo meu rosto diante do inalterável, senti a luz se apagar. No escuro era difícil encontrar o caminho de volta. Em meu desespero, pedi silenciosamente para que me devolvessem a luz. Talvez o problema tenha sido este. Na falta de voz, nem eu mesma me ouvi.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Os beijos e toques completavam as sensações e por um segundo eu me perdia e mesclava a realidade com os tons do sonho anterior. Fechava os olhos, ouvia o vento lá fora, sentia sua respiração tão próxima e desejava que aqueles minutos pudessem durar horas.
Ao longo do dia, o acelerar de minhas ações fazia os pensamentos flutuarem em câmara lenta pela minha imaginação. Ficavam ali vagando, prontos para serem repescados e introduzidos no plano das próximas horas. Ouvia sua voz, lia suas letras. Esperava pelo som de seus passos vindo do corredor. Então a noite chegava, com seu suor em meu corpo enquanto eu te abraçava. E o perfume de erva-doce ainda era a lembrança de uma manhã passada.
"Você foi mais poesia do que eu sou capaz de fazer."
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
how about?
domingo, 10 de agosto de 2008
waiting

Você, quem amei
Quem me fez feliz
Você, quem me adorou
Me arruinou
Rasge os papéis
Me repudie
Sinta o ódio que eu não senti
E então me mostra que nem tudo é assim
Do desgosto algo pode surgir
E que o teu ódio, ao menos
Seja resposta pra mim
*img stellaimhuntelberg